O Pagador de Promessas

Carinha que teve mil e uma chances de se safar, mas não se safa...
O Pagador de Promessas.png
Capa do livro
Autor Dias Gomes
País Bandeira do Brasil Brasil
Gênero Drama, comédia, talvez...
Editora Editora Nova Fronteira (editora de paradidáticos, ou seja, ninguém conhece)
Lançamento 1962


O Pagador de Promessas é uma peça teatral e também livro de Dias Gomes que conta a história de Zé-do-Burro, um jovem totalmente católico que depois de fazer uma promessa à Santa Bárbara que se seu burro, por isso o nome, melhorasse de um acidente ele iria carregar uma cruz até a puta que te pariu. Então o burrico fica melhor, e agora Zé, junto com sua esposa porque ela também é lerda e foi porque quis, tem de atravessar 213213 quilômetros para cumprir sua promessa, além de colocar a maldita cruz dentro de uma igreja. Contudo isso dá totalmente errado, com direito à investigação policial, trairagem e uma porção de outras coisas...

HistóriaEditar

A história inicia com Zé-do-Burro e sua esposa, Rosa, chegando na cidade nas quatro da manhã. Rosa, vivia reclamando a burrice de seu marido, resmungando, falando que podia ser outra coisa, dizendo que ele era comunista por ter feito a reforma agrária, mimimi mimimi... Já ele, que do início ao fim, pra ele literalmente, sempre ficou tancando o foda-se pras coisas fez o mesmo, e ignorou sua esposa.

Logo em seguida aparece um dos personagens mais filhas da fruta desse livro, porque filha da mãe não falta nessa desgraça. Seu nome, Bonitão, um cara tarado, safado, mequetrefe. O cara já apareceu brigando com sua entre várias amantes de seu bordel, só para causar e parecer machão. Após avistar o rabo da esposa de Zé, por conta de sua safadeza, desde o começo ele fica dando em cima dela, e de tanto insistir que ele consegue leva-la para um hotel, e só Deus sabe o que aconteceu depois disso...

Depois disso a noite vira dia, e Zé-do-Burro realmente dormiu na praça feito um mendigo. Então, como já é de dia, um bolo de personagens brotam em cena, sendo todos eles comerciantes. Porém ele, Zé se lembrou o porquê de estar lá, e era para entrar na igreja e colocar sua cruz e depois ir para casa. Contudo o padre é com certeza um seguidor de Silas Malafaia e não pode ouvir o nome macumba que já quer tirar o demônio do corpo da pessoa, e por conta disso teve um ataque de frescura e não deixou Zezinho entrar na igreja.

E depois disso só merda acontece para Zé-do-Burro, repórteres que aproveitadores, Bonitão fica comendo a esposa dele e o cara nem aí, e só depois no final da história ele se importa com essa vira-folha. E para piorar o tal desse Bonitão acaba o entregando para os policiais, porque ele quer vê-lo preso para comer sua esposa infinitamente, que acham que ele é um ladrão. Contudo, Zé fica puto da vida com eles, tenta meter a peixeira neles, só que rola uma suruba contra esses tiras da pesada, e no fim Zé acaba levando um tiro e morre. Resumindo a história: o cara ficou lá para na praça por mil anos, a situação não progride em nada, ele teve várias chances de sair dessa, dizendo que ele poderia se redimir de seus pecados, que ele poderia ir para casa, que ele poderia ir num terreiro de uma vez, mas não, ele continua lá, e acaba morrendo.

PersonagensEditar

  • Zé-do-Burro: Grande devoto de Santa Bárbara, que ao ver seu burrico morrendo, promete à essa mesma Santa que se ela o curasse ele andar com uma cruz até uma igreja super longe. Contudo, ao chegar na tal igreja ele não consegue entrar por conta de um padre extremamente fanático religioso. Além disso ele também é totalmente lerdo e não percebe a merda que iria acontecer com ele se o mesmo continuasse por lá. Porém não dá tempo de perceber e ele é morto por um bando de farofeiros. Segundo sua esposa, ele ainda por cima dividiu seu terreno com um bando de batedores de carteira.
  • Rosa: Esposa infiel, que se deixou seduzida pelo gavião do Bonitão, sendo comida um trilhão de vezes ao longo da história pelo mesmo. Ela é totalmente vira-folha, hora só pensa em si mesma, hora está do lado do marido, hora do lado dos vilões da trama. No fim das contas ela acaba também se arrependendo e chora em última hora no corpo de Zé, algo bem clichê. Nunca saberemos se ela voltou para casa ou se ela mudou de time novamente e foi morar no puteiro do Bonitão...
  • Padre: Vovô, dono da igreja que seria ocupada por Zé-do-Burrico. Totalmente religioso, perdeu as estribeiras com o Zé só porque ele queria fazer aquilo tudo por conta de um burrico e por ter feito a promessa em um terreiro de candomblé. No final da trama ele se arrepende, mas só depois do coitado do Zé ter morrido, aí já era tarde...
  • Bonitão: Dono de puteiro, tarado e só pensa em comer mulher. De tão tarado que acaba fazendo desvio de dinheiro para a policia a fim de prenderem Zé e ele conseguir transar até o fim da sua vida com Rosa. Contudo ele não consegue, leva um tapa na cara, porém taca o fode-se e sai de cena como se nada tivesse acontecido. Completo psicopata que só pensa em seu próprio bem.