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Desciclopédia β

Roberto Pupo Moreno

Broken Mirror.jpg Sai de perto, seu azar é contagioso!

Este artigo traz relatos de uma criatura azarenta que só se estrepa no dia-a-dia.

Faça bobagem neste artigo e mandaremos 13 lindos gatinhos pretos pra você cuidar.


Roberto, apesar de rindo nessa foto de 1997, já tinha quebrado o carro mais uma vez.

Roberto Pupo Moreno (Rio de Onzembro, 11 de fevereiro de 1959), também conhecido como "piloto mais azarado da história" Roberto Moreno, é um dos pilotos brasileiros de Fórmula 1 e Fórmula Indy que poderiam passar desapercebidos por nunca conseguirem nem um mísero terceiro lugar num pódio, mas no caso dele existe um destaque que realmente o tornou famoso pra sempre: a capacidade única de cair nas piores equipes possíveis - e conseguir aos trancos e barrancos (e hajam trancos e barrancos nesse caso) guiar as banheiras que jogam nas mãos dele.

HistóriaEditar

Começou sua carreira em 1974 no kart, onde corria com carros feitos com sucata e prego, o que o levava a quebrar todos os carros do campeonato brasiliense e assim ganhar o mesmo. Por ser filhinho de papai, conseguiu financiar ele próprio sua carreira no início, e em 1976 foi pras 125 cc e conquistou o campeonato por pura pena da galera, já que sua moto explodiu com ele dentro e ele passou dois anos sem correr nem pra comprar pão.

Em 1979 ele comprou um Ford-T e sabe-se lá como venceu a Fórmula Ford, provavelmente seus adversários tudo batiam o carro sempre que se deparavam com aquela velharia correndo contra eles. Disputou uma corrida especial aí que ninguém mais lembra o nome e ganhou do então campeão Nelson Piquet e do antecessor Alan Jones porque ambos estavam bêbados demais e achavam que aquele Ford-T na frente deles era uma ilusão de óptica. Em 1986 ele desistiu de correr na Fórmula Indy quando a categoria ainda era bobinha pra entrar na fodona Fórmula 1 (não sabia ele que ali ele estaria assinando sua sentença de azar).

Em 1987, no final do ano, ainda correu as duas últimas com a AGS, mas no ano seguinte deram um pé na bunda do pobre coitado, que voltou desesperado pra F-3000 e mesmo sendo obrigado a montar o carro com o que dava, conseguiu ainda com um pouquinho de sorte vencer a competição, sendo o primeiro brazuca a conseguir esse feito. Assim em 1989 finalmente ele conseguiu entrar na F1.

Aí começou seu calvário. Sua estreia foi na Coloni, que tinha um carro conhecido como "bigorna ambulante", tamanho o peso absurdo daquela tranqueira, e assim ele mal conseguiu largar o carro. Ainda assim, carregando o chassi nas costas (literalmente) ele conseguiu classificar o carro pra quatro corridas - já terminar a corrida é outra história. Em 1990 assina com a EuroBrun, equipe de estelionatários suíços que rapavam toda a grana do Moreno e nunca investiam no carro. No GP da Espanha ele tacou a merda no ventilador, e saiu pra Benetton, onde ele fez sua melhor temporada da história na F1, correndo junto com seu velho rival Nelson Piquet, e juntos terminaram uma corrida juntos, Nelson em primeiro e Moreno em segundo, a última dobradinha brasileira até hoje - provavelmente Moreno zicou a possibilidade de isso acontecer de novo. Em 1991 ele continuava até correndo bem pros seus padrões, porém a Benetton, já coordenada não mais pelo bondoso John Barnard e sim pelo demônio Flavio Briatore, simplesmente demitiu o piloto sem nem avisar que ele tava demitido e enfiou aquele alemão lá no lugar dele. Daí ele foi jogado pra Jordan, que na época era tão ruim que pra você ter uma ideia o carinha que ficou no lugar de Moreno foi um tal de Rubens Barrichello... bem, saiu quebrando o carro um monte, até que foi jogado pra Minardi (outra carroça velha). Em 1992 foi pra uma tal de Andrea Moda, uma equipe que pelo nome você já imagina que foi uma merda... Mas o Moreno, ainda que azarado, deu uma de McGyver e conseguiu miraculosamente colocar o carro na corrida, classificando-o em 20º lugar e por fim em último lugar, mas ainda assim o cara entrou nos boxes aplaudido por todas as equipes rivais que não acreditaram que alguém conseguiu guiar aquela josta e a colocar na corrida a vera - ainda que no dia seguinte o carro tenha quebrado lá pra antes da metade da prova. Depois de uns anos fora, voltou em 1995 na Forti-Corse com outro filhinho de papai, Pedro Paulo Diniz, mas a urucubaca de todos aqueles anos cobrou seu preço, e ele conseguiu uma das coisas mais inacreditáveis ao abandonar o GP da Austrália batendo o carro DENTRO DOS BOXES!

Em 1996 foi pra Fórmula Indy, infestada de pilotos brasileiros, tipo Gil de Ferran, o velhote Emerson Fittipaldi (que ia se aposentar nesse ano por motivo de força maior - a.k.a. batida fodida), o sobrinho Christian Fittipaldi, dentre outros, e viu que ali ele tava lascado. Foi pra Payton-Coyne (atualmente Dale Coyne Racing) com a ajuda da Data Control - quando seu patrocínio advém de uma ESCOLA DE INFORMÁTICA, já sabe que sua situação tá muito melada. Mas no meio de um campeonato com mais de oito mil carros e pilotos, o cara conseguiu ficar em 21º lugar com 25 pontos. Entre 1997 e 1998 foram anos bem bostas pra ele, mas em 1999 o cara quase conseguiu vencer o campeonato, virando assim o Rubinho Barrichello da Fórmula Indy ao ficar em terceiro lugar naquele ano. Em 2000 ele repetiu a dose, provando que era mesmo o estepe de luxo que toda equipe queria. Sua carreira seguiu até 2003, quando finalmente o pneu do estepe furou e ele decidiu parar pra dar palestras pelo mundo afora do tipo "como guiar uma banheira num campeonato de Fórmula 1 e não ser ridicularizado por isso".

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Pilotos da Fórmula 1
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Pilotos da IndyCar Series