Abrir menu principal

Desciclopédia β

Babyashaus.jpg Este artigo se trata de um réptil!

Ele pode ser um dinossauro ou uma lagartixa, adora tomar sol e foi morto para virar bolsa de perua!

Asogaaaaaa.jpg Este artigo contém VENENO!

Este artigo... precisa de antídoto... Ele pode se tratar de... algum animal, pessoa, lugar... ou composto... Ele pode... conter materiais tóxicos... como lactose ou glúten... Chupe a picada ou morra... argh! (morri)


Monstro-de-gila
Esbanjando simpatia
Esbanjando simpatia
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Acordados
Superclasse: Quadrúpedes
Classe: Dinossauros
Ordem: Acamados
Subordem: Lagartos
Família: Helodermatídeos
Gênero: Hell-o-derma
Espécie: Monstro-de-gila
potencialis mortiferus

Cquote1.png Experimente também: Lagarto-de-contas Cquote2.png
Sugestão do Google para Monstro-de-gila

Monstro-de-gila é o nome dado ao primo rico e chique do lagarto-de-contas, e assim como esse, pertence a obscura e quase solitária família Helodermatidae. Assim como seus primos que vivem em sua sombra, eram até então os únicos lagartos venenosos do mundo. Recentemente, constatou-se que seu parente distante de pavio curto, dragão-de-komodo, também é capaz de produzir veneno. Dessa maneira, esses três répteis formam a trupe dos lagartos que você não vai querer ver irritados.

Índice

DescriçãoEditar

Existem boatos (certamente espalhados por gente fofoqueira), de que na verdade, existiriam duas espécies de monstro-de-gila. Porém, nunca encontram-se dados consistentes sobre tais criaturas, seja sobre suas diferenças taxonômicas, seja sobre os fatores que os separam em duas subespécies distintas. Dessa maneira, deduz-se que o comportamento, as características e os hábitos de ambos, seja a mesma porcaria. Inclusive, bem provável que na verdade só exista uma espécie mesmo, mas um biólogo que tenha chegado tarde na hora de catalogar a criatura, com inveja de não ser o seu descobridor, decidiu inventar que existia uma outra espécie só para fazer história e dizer que também fez algo de útil.

 
Monstro-de-gila rindo de sua descrição na Desciclopédia.

Diferentemente dos mal-humorados dragões-de-komodo, os monstros-de-Gila costumam ser mais pacatos, tranquilos e abertos a conversas amistosas. A única maneira de um monstro-de-gila atacar uma pessoa, é se o cara conseguir ser extremamente chato a ponto de tirar o animal do sério. Como ninguém gosta de gente chata, se for o caso, é bem provável que o réptil dê uma lição bem dada no indivíduo em questão, retribuindo toda sua inconveniência com uma bela de uma mordida carregada de veneno. As mordidas podem ser leves, quando o cara é apenas um abusado que veio encher o saco do lagarto e atrapalhar seu revigorante banho de sol, ou forte, quando o cara consegue ser um grandioso chato de galochas, que veio torrar a paciência da criatura com alguma piadinha do Zorra Total.

A família do monstro-de-gila é uma das mais velhas existentes dentro da comunidade dos lagartos, o que faz do mesmos seres respeitados pelos demais. Acredita-se que os primeiros lagartos da família tenham sido domesticados milênios atrás por Hebe Camargo e seu primeiro marido, Piteco, o que explicaria porque ainda hoje tais animais são tão pacíficos e calmos. Muitas vezes são considerados verdadeiros fósseis vivos, sendo animais de grande classe, prestígio e respeito dentro da sociedade Sauria. Uma prova notável de toda a experiência adquirida ao longo das eras por tais criaturas, é o fato de que os mesmos sabem organizar-se em comunidade, onde há sempre um macho dominante (geralmente eleito por meio de voto livre e de forma justa) que põe ordem na casa sem ser questionado, mas não por impor medo, já que esses animais não costumam brigar, e sim por geralmente ser responsável por uma boa administração. Assim que o macho dominante morre, outro que seja considerado digno de liderar a comunidade, é eleito. Isso torna os monstros-de-gila répteis mais decentes do que muitos lagartos barraqueiros mais jovens, que por qualquer coisinha, já estão caindo na porrada com seus semelhantes.

Uma outra característica fundamental sobre este exímio animal, é que o mesmo tem a sua disposição um aviso natural que serve para alertar qualquer noob (ou outros indivíduos irritantes no geral) sobre o seu veneno. Como ocorre em qualquer animal potencialmente assassino e mortal, você, caro leitor, poderá certificar-se de que esse animal não gosta de ser incomodado ao observar várias manchas coloridas espalhadas pelo corpo do réptil, pretas e alaranjadas. Caso você seja um teimoso cabeça-dura e mesmo com esse aviso, acredita que na verdade é mentira, você pode tirar a prova se aproximando do monstro-de-gila e passando a mão na cabeça para certificar-se da realidade.

Distribuição e habitatEditar

 
Monstro-de-gila repousando suas escamas sob o revigorante sol do meio-dia. Ou isso seria um lagarto-de-contas? Ambos são tão preguiçosos que dormindo quase não apresentam diferença...

Monstros-de-gila habitam as regiões mais secas e áridas dos Estados Unidos e México. Optam por viver nesses lugares em virtude das condições drásticas e extremas dos mesmos, o que impede que qualquer possível predador com a mínima sensatez arrisque-se por essas bandas, já que esses ambientes costumam apresentar um calor de rachar, capaz de assar qualquer um que fique a perambular por lá por mais de uma hora.

Embora as condições não sejam para qualquer ser vivo, existem espalhadas pelas regiões um pouco de mato, alguns cactus, uns arbustos e uma porrada de aglomerados de pedras, as quais são muito bem aproveitadas por eles na hora de tomar um longo e demorado banho de sol. Mesmo que não seja frequente, volta e meia caem alguns quatro pingos de chuva nessas regiões, e é nessa hora que os monstros-de-gila mostram toda sua classe: ao invés de ficar se arrastando na sujeira sem jamais sequer se aproximar da água, assim que veem uma poça dando sopa, eles imediatamente põe-se a tomar um belo banho, para retirar o cansaço, a poeira e o cheiro de terra do couro.

Um outro motivo pelo qual os monstros-de-gila optam por esses lugares, é que sua geografia desorganizada proporciona o surgimento de agrupamentos de pedras umas sobre as outras em cada canto dessas regiões, de forma a criar pequenas tocas nas quais esses animais refugiam-se no primeiro sinal de que algum infeliz está se aproximando para torrar-lhe a paciência. Também é possivelmente o motel dos animais, que ao invés de fazer tudo explicitamente, por serem mais bem educados que os demais lagartos, preferem realizar o ato dentro de quatro paredes.

AlimentaçãoEditar

Os monstros-de-gila tem de dividir seu habitat com serpentes, outros lagartos e algumas aves corajosas que também arriscam-se em tamanho fim de mundo. Como é um animal que prefere a paz e o sossego, ele acaba por se alimentando dos ovos de seus vizinhos sempre que pode, pois os outros residentes do quarteirão vivem dando festas de arromba e costumam transformar o deserto numa verdadeira bagunça. Dessa maneira, nosso amigo monstro-de-gila se vê obrigado a devorar seus ovos antes que os mesmos tragam ao mundo mais crias barulhentas, na expectativa de que chegue determinado momento em que os mesmos desistam de se viver por perto e se instalem em outra comunidade que os ature.

 
Expressão do monstro-de-gila ao ter de lidar com os vizinhos insuportáveis, que provavelmente acabarão na panela.

Fora isso, de maneira geral, como todo lagarto que se preze, os monstros-de-gila são conhecidos principalmente por seu apetite voraz, podendo comer qualquer coisa que se mexa do tamanho adequado que cruze o seu caminho. E sim, na verdade, ele realmente deve esperar que suas presas cruzem os eu caminho, pois tratam-se dos maiores lagartos da América do Norte, sendo portanto, os mais lerdos, preguiçosos e sedentários de todos. Isso obrigou tais criaturas e desenvolver uma forte habilidade estratégica, e os mesmos só iniciam investidas contra alguma presa de fininho, quando tem certeza de que o alvo em questão está dormindo na palha e nem se dá conta de sua aproximação. Além de ovos e carniça, que são uma verdadeira refeição fácil por estarem sempre parados no mesmo lugar, monstros-de-gila também se alimentam de pequenas rãs e insetos que conseguem ser mais lerdos que eles, aves e mamíferos burros que ficam dando sopa por aí e nem se incomodam em olhar as redondezas para o caso da aproximação de predadores, e às vezes, outros lagartos, geralmente barraqueiros que vem fazer algazarra na porta de suas tocas.

Os monstros-de-gila ficam o ano todo enchendo a pança, e só param em outubro. Quando eles encerram suas festanças gastronômicas, eles começar a se preparar para a hibernação. O mês escolhido costuma ser outubro, porque costuma ser a época em que as comemorações barulhentas começam por todo mundo, iniciando pelo abominável Dia das Crianças, feriado tremendamente comercial criado com o intuito de secar o bolso dos pais de todo o mundo e caracterizado por pirralhos choramingando por não terem ganhado o brinquedo que tanto queriam. Assim, os monstros-de-gila podem ser poupados de testemunhar essa infeliz época do ano.


Inimigos naturaisEditar

 
O desespero do pobre monstro-de-gila ao avistar uma ave de rapina.

Mesmo sendo animais pacatos, o simples fato de se mexerem, já é motivo suficiente para despertar os olhares famintos de diversas outras criaturas, que encontram nos monstros-de-gila a potencial ceia de domingo. Um dos seus principais rivais são as temíveis aves de rapina, seres odiados por quase qualquer outro animal na natureza. Por serem lerdos e distraídos, os monstros-de-gila configuram-se em alvos fáceis para essas aves, principalmente quando estas já estão conturbadas com os efeitos da fome.

As serpentes também se configuram em desagradáveis figuras na vida desses lagartos. Mesmo que ambos compartilhem de interesses em comum, serpentes e monstros-de-gila nunca souberam conviver em harmonia. A constante briga pelas mesmas tocas, pelos mesmos alimentos e pelas mesmas pedras para tomar seus banhos de sol, obrigou ambas as criaturas a apelarem para a ignorância, já que é impossível manter um diálogo civilizado com uma serpente, e até hoje os dois caem na porrada por aí afora.

Entre outros perigos, pode-se incluir também os coiotes, que vivem mortos da fome pelo deserto afora; animais domésticos, caracterizados por agir com extremo sadismo contra qualquer criatura viva diferente que eles encontram por aí; os seres humanos, uma conhecida espécie de parasita que se entranha no coração da natureza e destroi tudo o que vê pela frente; e as rodas dos automóveis, que costumam utilizar os pobres lagartos como mini-lombadas quando os mesmos sem querer querendo se perdem nas estradas.

VenenoEditar

 
Embora pacífico na maior parte do tempo, não seja trouxa a ponto de irritá-lo... Você não irá gostar de tê-lo como inimigo.

A descoberta de que o monstro-de-gila trata-se de um lagarto venenoso ocorreu há muitos anos atrás, quando uma guria retardada conhecida como Felicia Duff, passeando pelo Arizona, identificou uma estranha criatura tirando um cochilo em cima de uma pedra. Ao aproximar-se, a diabólica doce garotinha ficou encantada ao perceber que o animal exibia pele com cores exuberantes e chamativas, e por ser uma burra com Q.I. de ameba que matava as aulas mais básicas de Biologia, sequer imaginou que a tal criatura poderia ser potencialmente perigosa. Quando tentou abraçar o animal, o mesmo ficou tremendamente puto da cara por ter seu matinal banho de sol interrompido por uma pirralha chata, e assim que teve oportunidade, aplicou uma bela de uma mordida na fedelha, injetando uma quantidade suficiente de veneno para nocautear a sua agressora. Depois do ocorrida, a garotinha, que fazia o papel de guria chata num desenho animado, nunca mais fez qualquer aparição na TV, o que deduz-se que para a alegria da bicharada, a mesma tenha batido as botas. Além de Felicia, uma série de outros desavisados que também foram burros o suficiente para incomodar monstros-de-gila por todo EUA, tiveram suas carcaças mortas encontradas. Atualmente, por já se ter conhecimento da ação de seu veneno, ninguém mais morre, até porque, a criatura dificilmente vai injetar doses altas de veneno em seus agressores, mesmo quando eles merecem.

O processo de injeção de veneno se dá inicialmente através de uma poderosa mordida. Uma vez agarrada no braço, na perna ou no nariz de algum pobre coitado, esse bicho não sai nem na base de porradas. A única maneira de fazer o bicho soltar, é pressionando a cabeça do mesmo com cuidado. Ou você pode simplesmente balançar o membro no qual o bicho está preso feito um doido varrido até que o animal te largue e seja arremessado pra longe. Seu veneno encontra-se numa glândula mutante que a criatura tem em sua boca, e é usado tanto para se defender de gente inconveniente, como para caçar pequenos animais trouxas que ficam dando-mole descuidados por aí.

A principal característica do veneno é o fato de o mesmo resultar em uma dor do diabo quando injetado num ser-humano, capaz de fazer até mesmo a mais forte das criaturas, chorar feito uma menininha que perdeu seus pais. Isso explica-se pela ação neurotóxica do mesmo, que é ocasionada pela presença de diversos substâncias químicas que você não vai querer que entre em contato com a sua pele. Dentre os principais componentes de seu veneno, alguns bioquímicos sem nada o que fazer identificaram substâncias como:

 
Nosso amigo venenoso também já foi astro de Hollywood.
  • Hialuronidase: Agente químico encontrado na maior parte do veneno dos animais, e também a substância mais desgraçada de todas, pois deixa as paredes celulares permeáveis, propagando assim o veneno e levando a dor desgraçada para outras partes do corpo;
  • Fosfolipase A2: Enzima indesejada também usada como artimanhas de ataque de bactérias, e mais uma das infinitas fosfolipases caracterizadas por ferrar com lipídeos e fosfolipídeos do seu corpo;
  • Serotonina: Neurotransmissor já presente em nosso organismo, que quando presente em venenos, está diretamente envolvido com vários processos de agonia e sofrimento, tendo em vista que pode atuar sobre a musculatura lisa, fazendo você sentir uma dor terrível que poderá fazê-lo querer se matar antes mesmo de chegar ao postinho de saúde mais próximo.
  • Helotermina: Glicoproteína que ao lado da serotonina, integra a gangue de substâncias aptas a prolongar ainda mais a dor nos seus músculos, trazendo incluso no pacote o bônus da letargia.
  • Gilatoxina: Outra substância filha da puta, característica do veneno do monstro-de-gila, que acredita-se que na dose certa, pode ser seu passaporte só de ida para os quintos dos Infernos. Além de também ferrar com seus músculos, reduz mais a pressão sanguínea do que pesadas sessões de New Age.
  • Helodermatina: Enzima maria-vai-com-as-outras que por ver que outras substâncias no veneno estavam reduzindo a pressão arterial dos indivíduos atacados, decidiu plagiar esse efeito no organismo e fazer o mesmo, unicamente para ferrar ainda mais com a sua vida.
  • Helospectina: A mais secundária das substâncias, cuja principal (e provavelmente única função) seja o chato e monótono trabalho de aumentar a amilase pancreática, função que nenhuma outra substância quis e que acabou ficando para ela por ter sido a última a chegar.
  • Helodermina: A substância pajé da tribo das potenciais redutoras da pressão sanguínea. Ou seja, mais uma dor de cabeça para lhe ferrar com a vida.
  • Exendina-4: Também conhecida como "exenatida" quando sintética, é uma substância própria do veneno do monstro-de-gila que embora possa ser capaz de desregular a produção de insulina e glicose e ocasionar uma posterior pancreatite aguda que fará o indivíduo afetado se contorcer de dor, é atualmente comercializada clandestinamente para uso em tratamentos para aquelas pessoas que ficaram a vida toda se enchendo de açúcar e acabaram adquirindo diabetes. Logo, podemos dizer que se por um lado, ela foi bem sucedida em fazer os afetados se contorcerem de dor, por outro ela fracassou miseravelmente, pois ao invés de destruir vidas, ela está sendo usada para salvar vidas.
  • Gilatida: Outra substância cujo único objetivo era o de fazer mal ao próximo, mas que acabou ficando mais conhecida por seu uso no tratamento para a memória, ajudando na recuperação de pessoas que acabaram batendo com a cabeça em uma pedra e portadores de Mal de Alzheimer.

Ver tambémEditar