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Bocetinha de Cocô

A cuceta de Andreia Albertini, uma das inspirações para Rogério Skylab compor Bocetinha de Cocô.

Bocetinha de Cocô não é apenas uma canção, é uma poesia em forma de música, uma singela homenagem que Rogério Skylab faz para os seus adorados travestis, os quais ele considera como os personagens do século XXI. Por sua profundidade filosófica e musical, Bocetinha de Cocô é considerada umas das mais importantes músicas do repertório de Skylab, um ponto de virada na carreira dele, marcando o fim da fase de psicodelia e o início da fase travequeira deste grande cantor e compositor brasileiro.

HistóriaEditar

Rogério Skylab estava em sua rotina de assistir filmes de travestis no XVideos de madrugada, seu hobby favorito, quando em um momento reflexivo, de depressão pós-punheta, ele percebeu que as neomulheres não recebem a devida visibilidade da música brasileira. Existem canções falando sobre homens cornos, mulheres piranhas, relacionamentos esquisitos e até abusivos, mas nenhuma mencionando a importância sociocultural do travesti para a sociedade brasileira. Então, em seu costumeiro pioneirismo, Rogério Skylab pegou uma folha de papel e começou a escrever alguns versos em homenagem a estas criaturas que representam a ambiguidade que ele tanto admira, e por conhecer os travestis como a palma de sua mão, em apenas cinco minutos, o filósofo conseguiu compor uma canção que entraria para os anais da história. Bocetinha de Cocô estava criada, agora faltava apenas a melodia para acompanhar a recitação desta bela poesia contemporânea.

Após Rogério Skylab apresentar esta canção para a sua banda, os demais membros quase choraram, emocionados com o enfim devido reconhecimento das neomulheres, tão presentes no dia a dia de todos ali. Não podendo fazer uma produção meia boca para não desvalorizar tão linda declaração de amor, o produtor Lívio Tragtenberg fez um arranjo fodido de bom, como é de costume nas músicas de Skylab. Os músicos da banda de Skylab também conseguem expressar toda a profundidade da composição, com a sua costumeira habilidade nos instrumentos musicais. Assim estava finalmente finalizada Bocetinha de Cocô, canção que viria a ser um clássico cult.

Análise da letraEditar

Páginas de um livro que nunca foi lido (com certeza é o Debaixo das Rodas de um Automóvel, que só serve de enfeite mesmo)
Um banco da praça (referência a um popular ponto de trabalho de travestis, perdendo apenas para as avenidas)
Nomes de guerra, corpo na cama (travesti sem nome de guerra não é travesti, é obrigatório um nome do naipe de um Kelly Cristina)
Dólar falso (travesti é que nem taxista, vive levando fumo recebendo nota falsa)
O quarto dela não tem janela (para evitar que os travequeiros sejam vistos pelos transeuntes)
Flores de plástico (pois é difícil ficar regando flores de verdade quando se está emaconhado e encocainado)
É tudo junto e misturado (o rosto de anjo e a trolha enorme, a mistura que dá certo, ao menos pra Skylab)
Casaco de vison (todo travesti tem um casaco desses)
E bocetinha de cocô (a popular vagina barrosa sem pregas)
ÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!! (ápice da música, com Skylab dando ênfase à bocetinha de cocô)

Flor de cacto, gilete azul (cu peludo não é muito apreciado pelos clientes)
Arco-íris (simbolo do movimento LGBTCU+MEIALUAPRAFRENTE+SOCO, do qual as travestis fazem parte)
Cachorrinho de pelúcia (metáfora para a posição cadelinha no cio)
Oncinha pintada, coelhinho peludo (só faltou o canguru perneta)
Uma lança no escuro (lança-perfume)
O olho do cu no meio do mundo (o cu do mundo)
Quem serei eu? Quem será ela? (Skylab referenciando a crise identitária que teve em Skylab V)
Razão e ficção (a ambiguidade tão apreciada por Rogério Skylab)
E bocetinha de cocô
ÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!!

Já ia esquecendo (Alzheimer...)
Os adornos e os gestos (a graciosidade dos travestis, que quicam na birola sem perder a elegância)
Com que se reveste
O seu mistério, as suas plumas, as suas pérolas (travesti é um ser misterioso que guarda muitas surpresas, algumas de 30cm)
Todos os seus versos
A flor do laço, as quimeras
Anel de diamante, rubi encravado (presentes recebidos de pais de família)
Pulseira de ouro
E bocetinha de cocô
ÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!!!!

Ver tambémEditar